Dicas sobre carreira

Você sabe o que é inteligência social? Descubra neste post!

novembro 27, 2018
Tempo de leitura 8 min
Vestibular Faculdade PMPowered by Rock Convert

Você certamente já ouviu falar em teste de QI, ou Quoeficiente de Inteligência, certo? Essa medida foi muito popular na segunda metade do século XX e entrou para o senso comum como uma forma de medir quão inteligente uma pessoa é. No entanto, você sabia que essa medida está forte declínio? Pois é, hoje em dia, nós sabemos que o teste de QI media apenas um tipo de inteligência, do raciocínio lógico-matemático, e que há diversas outras formas de inteligência, entre as quais está a inteligência social.

Na verdade, no nosso momento de estudos sobre as faculdades e capacidades cognitivas humanas, existem diversas teorias e pesquisas que indicam parâmetros distintos de se medir a inteligência. Todos, no entanto, concordam em três pontos: as inteligências são múltiplas, não há uma hierarquia entre elas e podem ser desenvolvidas. Falando assim, parece bem óbvio, não? Afinal, um artista musical é, na sua área, tão inteligente quanto um físico renomado. São apenas campos diferentes.

Um desses tipos de inteligência é, no entanto, muito importante do ponto de vista profissional e pessoal. Estamos falando da inteligência social. Para saber mais sobre esse tipo de inteligência e como desenvolvê-la, continue lendo nosso artigo!

Inteligência emocional e inteligência social

Dentro da teoria das competências socioemocionais, existem diversas categorizações para explicar as inteligências emocional e social, assim como para diferenciá-las. Uma das bases dessa diferenciação é a divisão da esfera pessoal, desdobrada em autoconsciência e autogestão, e da esfera social, referente à consciência social e à gestão de relacionamentos.

Assim, considera-se que a esfera pessoal é referente ao indivíduo consigo mesmo, como se expressa e convive com suas emoções. Por outro lado, na esfera social, mede-se como a pessoa lida com suas relações interpessoais e profissionais, sobretudo na medida da sua empatia, criação de vínculos e capacidade de motivar o próximo. Nesse sentido, a inteligência social é importante para os perfis profissionais, seja como liderança ou membro de equipes.

A inteligência social é a capacidade de compreender, interagir e influenciar positivamente as pessoas. A inteligência social tem como foco a qualidade e harmonia das relações interpessoais e é uma inteligência que se cria na relação com o mundo externo.

Uma pessoa que tem essa competência sabe entender os interlocutores, sabe ouvir, se comunicar, trabalhar em equipe, liderar, lidar com os conflitos e, especialmente, tem a capacidade de entrar em empatia com o seu próximo, isto é, estar atento aos sentimentos do outro e aberto ao diálogo.

A inteligência social permite expandir a capacidade de entender as pessoas e, consequentemente, melhorar a forma de se relacionar com elas, podendo criar um clima positivo e de cooperação em qualquer contexto da nossa vida.

Se soubermos compreender nossas próprias emoções e as dos outros, saberemos reagir a situações de forma mais adequada e produtiva.

Esfera emocional

Ao pé da letra, a inteligência emocional é saber viver consigo mesmo. Portanto, a inteligência emocional lida com a autoconsciência, aqui compreendida como capacidade de obter autoconhecimento e realizar autocrítica aguçada, entender o próprio eu, em reconhecimento das próprias emoções e da condição de pessoa e profissional; e com a autogestão, que trabalha a faculdade do autocontrole emocional, diante de facilidades e dificuldades, com ênfase na motivação, adaptação e superação, agindo com diligência, sem impulsividade ou mero desespero.

Esfera social

Ao pé da letra inteligência social é saber conviver com o outro de forma harmônica e saudável. Na esfera social, trabalha-se com os conceitos de consciência social, aptidão relacionada com a empatia, condição compreender o outro na sua subjetividade e, dentro de instituições organizacionais, apreender os papéis que deve desempenhar diante da sociedade e da estrutura orgânica, e a gestão de relacionamentos que compreende a habilidade de se comunicar e motivar, ser um catalisador de mudanças positivas dentro de um espírito de colaboração. Essa aptidão, quando bem desenvolvida, se transveste em inspiração e liderança natas.

Comportamentos tóxicos e nutritivos

Segundo o estudioso Karl Albrecht, que se debruçou sobre as questões de condutas das pessoas em organizações e sociedades, é possível distinguir dois tipos de comportamentos que denotam estágios de inteligência social: os comportamentos tóxicos e os nutritivos.

Podemos classificar como comportamentos tóxicos todos aqueles que se prestam a fazer com que outras pessoas se sintam diminuídas, desvalorizadas, desmotivadas e até mesmo culpadas. É o comportamento típico do abuso e do assédio que, infelizmente, é muito comum nas organizações.

Por outro lado, os comportamentos nutritivos são aquelas ações e atitudes que valorizam, enaltecem, auxiliam e motivam as pessoas com quem se convive naquela sociedade. São, portanto, comportamentos que tendem a acrescentar e tornar o ambiente pessoal ou profissional saudável.

A Teoria da Inteligência Multifocal, desenvolvida pelo Médico e psiquiatra, Dr. Augusto Cury, versa nesta seara falando sobre comportamentos saudáveis e comportamentos não saudáveis/doentios. Os comportamentos saudáveis liberam a criatividade e expandem o campo sensorial e de percepção da pessoa levando-a a ser empática, carismática e simpática em seus relacionamentos sociais. Já os comportamentos não saudáveis, levam ao desenvolvimento de reações de autossabotagem e relacionamentos tóxicos.

A inteligência social é a forma de saber reconhecer o primeiro tipo e elevá-lo ao segundo. Assim, pessoas com alta inteligência social cultivam comportamentos nutritivos em si e ao redor, sendo usualmente identificados como líderes natos ou muito prestativos e capazes. São, em última análise, as pessoas que queremos à nossa volta ou, especialmente à nossa frente.

Desenvolvimento da inteligência social

Embora se diferenciem, a inteligência social está intimamente ligada à inteligência emocional, em uma relação de retroalimentação. Quer dizer, o crescimento da inteligência pessoal auxilia diretamente no crescimento da inteligência social, sendo a recíproca verdadeira. Pessoas autoconscientes e com uma boa relação consigo mesmas tendem a ter uma consciência social e gestão de relacionamentos mais nutritivos.

Quando falamos de inteligência, no caso a social, estamos indicando a capacidade em potencial presente no ser humano. A partir de quando passamos a treinar e fortalecer essa potencialidade, começamos a falar de competências.

Existem várias maneiras para desenvolver competências como, preparação, formação, treinamentos e aprimoramento. É por meio do conhecimento e do treino que todos nós podemos fortalecer as competências ligadas à inteligência social. Algumas delas, como competência comunicativa, de liderança, de trabalho em grupo e de gestão de conflito estão se tornando hábitos comportamentais e sendo cada vez mais utilizadas e aplicadas na realidade.

As inteligências sociais e emocionais são interdependentes. Para desenvolver as habilidades sociais é necessário ter uma boa inteligência emocional.

Para interagir positivamente com o social é preciso ser forte internamente, ter confiança em si mesmo, ser motivado, conhecer e lidar com as próprias emoções de forma equilibrada.

Embora possa parecer que a inteligência social seja um dom nato, é perfeitamente possível lapidá-la e desenvolvê-la. Isso requer, obviamente, um esforço consciente da pessoa, que precisa começar, antes de tudo, a reconhecer suas atitudes perante os demais. Para aqueles que estão dispostos a desenvolvê-la, trazemos quatro exercícios simples para o dia a dia.

Treine sua perspectiva situacional

Sempre vemos o mundo apenas por nossos próprios olhos, nossas histórias e, portanto, nossa perspectiva. Pessoas com inteligência social alta conseguem pôr lentes e enxergar as situações por outros ângulos, ter um olhar multifocal, compreender a posição situacional do outro perante situações diversas e, com isso, alcançar um nível de entendimento mais complexo.

Torne-se uma pessoa mais acessível

A inteligência social é uma via de mão dupla ou, em outras palavras, trata-se de conectividade. É impossível se conectar quando não se permite ser acessível. Ouvir o outro com atenção e dizer a ele coisas significativas, deixar a porta — literal e metaforicamente falando — aberta, garantir que está à disposição (e realmente estar) são formas de permitir essa conexão.

Expresse seus sentimentos e opiniões

Para gerar confiança, é preciso estar disposto a ser um pouco vulnerável. Isso significa saber como expressar os sentimentos e opiniões sem silenciar ou maltratar o próximo, entender que todos temos dúvidas e que elas podem ser comuns. Especialmente quando se está em dia com a própria inteligência emocional, esse pode ser um passo importante para ampliar a inteligência emocional.

Procure sempre ter empatia

Em suma, a inteligência emocional se traduz em empatia. Diretamente conectado com o primeiro exercício, mas indo um pouco mais fundo, ter empatia é se colocar no lugar do próximo sem julgamentos, mas com muita compreensão.

A essência da inteligência social é a empatia e a compreensão das emoções do outro. Com esses princípios é possível construir alicerces para uma convivência mais pacífica e respeitosa, capazes de superar as diferenças e ir além das expectativas. Para viver como você quer viver, seja profissionalmente, pessoalmente ou em família, é preciso de inteligência social. Use essa poderosa habilidade para construir relacionamentos sólidos, transmitir conhecimentos e deixar legados grandiosos para aqueles que tiverem a oportunidade de cruzar o mesmo caminho que o seu.

A inteligência social tem se tornado uma competência profissional muito valorizada. Para além disso, é uma excelente forma de desenvolver a própria vida pessoal, educacional e afetiva.

Para mais dicas e informações, acompanhe nosso conteúdo: siga-nos no Facebook!

Você também pode gostar

Sem comentários

Deixe um comentário