Dicas sobre carreira

Os 6 maiores mitos da carreira e do curso de enfermagem

janeiro 18, 2019
Tempo de leitura 6 min

Ao final do ensino médio, as pessoas se vêem confrontadas com uma decisão importantíssima: escolher uma profissão! Se levarmos em conta que passamos muito tempo trabalhando, trata-se de algo que deve ser bem pensado. É nesse momento de decisão que algumas pessoas decidem fazer um curso de enfermagem.

Ao tomar essa decisão, entretanto, pode ser que você se depare com opiniões distintas por parte dos seus conhecidos e familiares: assim como qualquer outra escolha, nem todos vão apoiar. Porém, é preciso levar em conta que a profissão de enfermeiro é cercada de mitos e, para viver feliz com a sua decisão, é necessário libertar-se deles.

Para ajudá-lo, listamos abaixo alguns dos principais mitos que envolvem a enfermagem e a verdade sobre eles. Confira!

1. É uma profissão exclusivamente feminina

A sociedade antiga acreditava que cuidar do próximo era uma tarefa exclusivamente feminina. De certa forma, essa crença ainda se encontra incrustada em nosso inconsciente e pode fazer com que associemos algumas profissões — como é o caso da enfermagem — apenas à figura da mulher. Entretanto, o número de homens que frequentam cursos e passam a exercê-la já é uma realidade há décadas.

Embora ainda se associe muito a profissão à imagem feminina, trata-se de um mercado no qual também há espaço para os homens e não é nenhum demérito escolher essa carreira. Além disso, a presença de ambos os sexos é importante na profissão.

2. É destinada a quem não conseguiu cursar medicina

Por mais estranho que pareça, ainda há quem acredite que a enfermagem é a segunda opção de estudantes que teriam como primeira opção a medicina. Como o curso de medicina exige altos investimentos em dinheiro para cursar uma faculdade particular, ou alta concorrência em Universidades Públicas, estima-se que nem todos os que desejam cursá-la, de fato o conseguem.

Entretanto, nem todo enfermeiro é alguém que desejava cursar medicina e não conseguiu. Existem pessoas que simplesmente admiram a enfermagem e decidem exercê-la, sem que essa vontade tenha se originado de uma frustração.

3. A remuneração é muito baixa

Há quem diga que enfermeiros em geral “ganham pouco”. Além de se tratar de uma ideia um tanto subjetiva, podemos afirmar que a oferta de empregos na área é muito grande, o que, de certa forma, eleva os salários. A área da saúde, em geral, está se tornando mais ampla, o que demanda muitos profissionais para suprir as necessidades do mercado. As possibilidades de trabalho para quem decide cursar enfermagem são muitas!

É claro que as remunerações também variam, de acordo com o local e a vertente do ofício. Entretanto, podemos afirmar que se trata de uma área que atualmente conta com uma boa remuneração. É a sua chance de se tornar um profissional versátil e ser bem recompensado por isso.

4. É uma profissão para trabalhar exclusivamente em hospitais

Como citamos no tópico acima, foi-se o tempo em que apenas hospitais contratavam enfermeiros para trabalhar. Hoje em dia, o leque de alternativas se tornou muito mais abrangente: há enfermeiros que atuam até mesmo em enfermarias de escolas, academias, empresas e universidades e aqueles que se especializam no setor de cuidados, atuando em domicílios.

Houve uma época em que pessoas desistiam de abraçar a profissão por não desejarem trabalhar em ambientes hospitalares. Hoje, como podemos ver, é possível exercê-la em outros locais, como serviços em domicílio (home care), resgate de urgência e emergência nas ruas (SAMU), em secretarias de saúde dos municípios e do Estado, Corpo de Bombeiros, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em clínicas de estética, empresas e universidades.

Houve uma época em que pessoas desistiam da profissão por não desejarem trabalhar em ambientes hospitalares. Hoje, como podemos ver, Para cursar enfermagem, basta gostar de cuidar de pessoas: de que forma você fará isso, é possível decidir depois, a partir da escolha do seu local de trabalho.

5. Enfermagem sempre lida com acidentados

É fato que um enfermeiro não pode se sentir incomodado ao lidar com sangue, lesões e curativos: seria totalmente contraditório, não é mesmo? Porém, estudar enfermagem não significa que você terá que, necessariamente, atender a vítimas de acidentes. Está aí mais uma questão que depende do ambiente no qual você vai atuar.

Há uma vertente, denominada Enfermagem de Urgência e Emergência, que se destina exclusivamente a atender vítimas de acidentes, traumas, urgências e emergências clínicas. Se você atua no setor de emergência de um hospital, provavelmente terá que lidar também com a chegada desse público. Entretanto, outros locais como clínicas e escolas não contam com essa incidência de feridos e, portanto, ser enfermeiro não é sinônimo de ter que lidar com eles em seu dia a dia profissional.

6. O enfermeiro é o ajudante do médico

O enfermeiro, na visão de alguns, ainda é aquele que está ali para executar as “ordens” do médico, uma espécie de “braço direito” do “verdadeiro profissional”, que é o doutor. Provavelmente, você vai ouvir essa afirmação de alguém do seu círculo e o mais importante é não tomar isso como verdade.

Os Enfermeiros possuem Código de Ética e atribuições legais e funções próprias, independente dos demais profissionais da área da saúde. Se você decidiu cursar enfermagem, é importante que entenda que a profissão não está um nível abaixo de nenhuma outra. Assim como o professor, o arquiteto e o faxineiro são necessários, o enfermeiro também é imprescindível na equipe para o exercício do cuidado, promoção, prevenção e recuperação em saúde. Não existe profissão inferior, o que existe são diferentes funções para atuar nas diversas áreas disponíveis.

Como se pode ver, escolher fazer um curso de enfermagem vai confrontá-lo com afirmações que talvez possam deixar você na dúvida quanto a escolher essa profissão. É fundamental, entretanto, manter o seu foco e não se deixar abalar por esse tipo de crença. Na maioria das vezes, trata-se de mitos que tiveram origem em outras épocas da nossa sociedade. O que realmente importa é se tornar um profissional competente e feliz com a sua escolha!

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