Linhas Paralelas

O Real e o Abstrato

agosto 25, 2020
Tempo de leitura 4 min

DE LÁ PARA CÁ

Para se entender o hoje, se faz imprescindível conhecer o ontem, ou seja, o desabrochar da verdade em suas mais diversas nuances, em se tratando da nossa nação que outrora se chamava Vila Rica.

E para o completo entendimento disso, isto é, do que somos nós, os brasileiros, temos que voltar ao passado em uma viagem global, pois tudo se vincula. E assim, temos vultos da história mundial, daqui e dali, que deixaram seu legado, de uma forma ou de outra.

A partir desse ponto, se desvela o concreto, o factual, há muito ignorado e esquecido, em razão de interesses ideológicos. As mudanças que foram promovidas em favor da mera expectativa de um novo amanhã, prejudicaram e soterraram 4 (quatro) séculos de legado na cultura brasileira, que provocou uma ruptura radical em suas mais profundas raízes. Um processo de regressão, de lá para cá, vem se desenvolvendo em sustentáculos institucionais fundamentados em parco alicerce.

DEMOCRACIA E REPÚBLICA

Em continuidade ao real e ao abstrato, a pergunta que não quer calar: Sabe-se realmente a diferença entre democracia e república? Não têm o mesmo significado, como muitos acreditam. Por exemplo, existem muitos regimes embasados na ditadura ao redor do globo, que se denominam como repúblicas. Além desses, existem os que usam da monarquia, outros, por sua vez, com uma democracia bem instituída. Não é a terminologia que determina um regime democrático, porém, os vários componentes que constroem uma nação.

Nada acontece da noite para o dia, porque a natureza não dá saltos. E assim, acontece também no que se refere a uma mudança drástica no regime de um país, de monarquia para democracia, por exemplo. É um processo moroso, que exige uma construção tijolo a tijolo, o que pode demorar décadas e décadas. Sendo assim, tal mudança não pode ser feita de forma irresponsável, fortuita e extremista substituindo os elementos que configuram e retratam um povo.

REPÚBLICA VELHA

Recheada de censuras, do duelo de grupos, os que detinham ou não o poder, frente às oligarquias da época, são alguns dos elementos que caracterizam a república velha ou primeira fase da república brasileira. Desses tempos idos até o momento atual, praticamente nada mudou, ou seja, do comércio do café no século passado às empreiteiras da atualidade. Tomando isso como exemplo, não se pode esquecer a ditadura, principalmente quando esta vem disfarçada, camuflada sob a égide da democracia.

A ideia era apresentar ao povo uma outra forma de governar, bem mais moderna, que traria um futuro diferente e promissor, para benefício de alguns.

DÉCADA DE 1930

Surge a década de 1930, com profundas e grandes mudanças no cenário brasileiro, através do autoritarismo centralizador, por meio de golpes, revoluções, uma guerra civil, uma nova constituição e o capitalismo, mascarado e utilizado de forma controladora.

Seguindo a isso, nasce o Brasil do Carnaval e do Futebol, dois eventos de grande porte para o imaginário popular, concebendo assim uma nova identidade nacional. A educação, também seguia modelos padronizados e centralizados. Vale acrescentar ainda que, o rádio, na qualidade de maior veículo de comunicação da época, bradava aos quatro ventos a abertura do programa A Voz do Brasil, que permanece até os dias de hoje. Em continuidade ao processo já instalado e instaurado, manifestava-se um imaginário popular enfraquecido, sem referências históricas, com dinastias exterminadas, desprovido do real entendimento de pátria, totalmente invadido por ideologias estrangeiras. O país se tornou órfão. E essa orfandade foi percebida por aqueles que se espelhavam no que acontecia do outro lado do oceano, o que resultou em conflitos e rebeliões.

ESTADO-NOVO

O Estado-Novo foi um período marcado pela censura à imprensa, o culto ao poder, uma economia bastante afetada com a Lei da Usura, provocando a pobreza em larga escala, insegurança social e jurídica. Período que também trouxe a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.

“O Brasil tem uma cultura antidemocrática, freudiana, que vai cuidar do povo, do berço ao túmulo.” Palavras de Rodrigo Constantino, Economista, Membro da Brasil Paralelo.

E VEIO A GUERRA…

Nossos verdadeiros heróis, os Pracinhas, que lutaram e se sacrificaram por um bom ideal na 2ª Guerra Mundial junto às forças aliadas, mostraram a sensibilidade patriótica aflorada, desabrochada, representando um mundo livre, renascido e vitorioso. Vitória esta conquistada em campos de batalha. Depois disso, o colapso do Estado-Novo foi anunciado pelo Repórter Esso. Os degraus das escadas do Palácio do Catete não eram mais os mesmos…

Esses trechos da História do Brasil, são detalhados de forma clara, objetiva e ampla por especialistas de diversas áreas, membros da Brasil Paralelo, através do vídeo Era Vargas: O Crepúsculo de um Ídolo | Brasil | A Última Cruzada, disponível em Canal do Youtube, gratuitamente. Bom Aprendizado!

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