Linhas Paralelas

O Caminho do Poder

abril 15, 2021

UMA NOVA GUERRA FRIA

Apresentamos agora o 3º e último capítulo da trilogia Fim das Nações, dando continuidade ao que já foi abordado em dois momentos anteriores, delineando a trajetória do sonho americano e seus conflitos, ruptura e silêncio. Mediante todos os acontecimentos, uma nova guerra fria estaria à espreita?

Durante a guerra fria que ocorreu entre 1947 e 1991, o Brasil aderiu ao capitalismo comandado pelos Estados Unidos, o que trouxe algumas consequências, tais como, crescimento da intervenção econômica e política dos EUA no Brasil, perseguições durante a ditadura militar aos socialistas e ruptura do comércio com a União Soviética.

Olhando para o mundo como um todo, a deriva por muitas décadas não foi em direção à anarquia, mas em direção à reimposição da escravidão … A teoria de James Burnham tem sido muito discutida, mas poucas pessoas ainda consideraram suas implicações ideológicas – isto é, o tipo da visão de mundo, do tipo de crenças e da estrutura social que provavelmente prevaleceria em um Estado ao mesmo tempo inconquistável e em permanente estado de “guerra fria” com seus vizinhos. (George Orwell)

Durante essa guerra fria entre duas superpotências, Estados Unidos e União Soviética, que não somente afetou o Brasil, mas ao mundo inteiro, as muitas nações se tornaram ínfimas diante de algo tão desmedidamente maior.

DE CONFÚCIO A MAO TSÉ-TUNG

Quando a República Popular da China, por sua vez, completou 70 anos em 2019, a comemoração dessa data foi bastante vultosa, com a presença de mais de 100 mil pessoas. Em 2008, 11 anos antes, as festividades de abertura das olímpiadas, homenageavam Confúcio e descartavam Mao Tsé-Tung. Então, nesse caso, se instala a dúvida. Como celebrar Confúcio, um filósofo que pregava a moralidade, a justiça, a sinceridade, e não Mao Tsé-Tung, que havia sido um revolucionário chinês e o criador da República Popular no país? Um paradoxo? Na verdade, tal feito foi uma estratégia de Deng Xiaoping, ex-líder político na China, que dizia:

Esconda sua força, e aguarde sua vez.

Atualmente, essa força não está mais oculta. Chegou a vez do sonho chinês, diferente do sonho americano. A China planeja conduzir o século XXI, assim como o século XX foi liderado pelos Estados Unidos. No meio disso está o Brasil, que antes tinha a China como sua maior parceira comercial, e a partir de 2019, esta sinergia deixou de existir. Qual o comprometimento disso? Existe um grande indício de se perder acesso ao mercado, caso não seja aliado às suas diretrizes. Face a isso, continua o embate entre os EUA e a China.

Henry Kissinger, ex-secretário de estado nos governos de Richard Nixon e Gerald Ford, sempre acreditou que um enfrentamento entre a China e os Estados Unidos resultaria em um prejuízo bem maior que as duas guerras mundiais juntas, e complementa:

Se não conseguirmos resolver esse conflito, o resultado pode ser ainda pior do que foi na Europa.

ALIANÇAS COM O BRASIL

Em 1912, havia uma boa relação entre essas duas nações, inclusive a China chamava os Estados Unidos de “O Belo País”. Porém, a partir da revolução comunista, se tornaram adversários. Nessa mesma época, o Brasil tinha uma aliança não escrita com os EUA, denominada como Entente Cordiale, do francês, que significa Acordo Cordial. Mas, com o fim da era Rio Branco, essa aliança se desfez. Anos depois, em 1974, o Brasil instituiu relações diplomáticas com a China comunista, o que, como mencionado acima, não mais acontece.

DEMOCRACIA E TOTALITARISMO

Com o pensamento de que uma ditadura comunista é pura e simplesmente algo de cunho econômico (o que vale lembrar da União Soviética), a China vem crescendo a olhos vistos desde a política de Portas Abertas instituída por Deng Xiaoping, que convidava empresas estrangeiras a se instalarem no país, como a Coca-Cola, General Motors (GM), Apple, entre outras, que já funcionam por lá. Desde então, de Nixon a Obama, muito dinheiro tem sido investido na nação, o que trouxe um efeito bastante positivo para a China de Xi Jinping. Economia geopolítica é poder! Um poder que, dependendo da ideologia, distorce os valores de uma sociedade, tais como, a família, a religião, os direitos civis, a igualdade entre os povos e a liberdade da democracia, o que repercute em um cenário global. Enquanto a arma da democracia é a palavra, a do totalitarismo é a guerra.

“Então nos questionemos: Que tipo de pessoas nós acreditamos ser? E nos deixe responder: Pessoas livres, dignas de liberdade e determinadas não apenas a continuar assim, mas a ajudar os outros a ganharem sua liberdade também.” (Ronald Reagan)

Uma nova guerra fria se avizinha? Encontre sua resposta, assistindo ao vídeo. Acompanhe de forma detalhada o último capítulo da trilogia O Fim das Nações, disponível no YouTube através do link: https://youtu.be/vFO7xBaJBoU

Bom Aprendizado!

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