Educação em Saúde

Coronavírus no Brasil: o que o país está fazendo para prevenir a pandemia?

Maio 5, 2020
coronavírus no brasil
Tempo de leitura 6 min

A contaminação por coronavírus no Brasil causou uma situação atípica na vida cotidiana de todas as pessoas, principalmente para os profissionais de saúde que estão lidando esse inimigo invisível.

O vírus foi descoberto na província de Wuhan, na China, em dezembro de 2019, e desde então vem sendo estudados a fisiopatologia, as principais formas de contágios, as medidas de enfrentamento e outros métodos para diminuir os impactos clínicos, econômicos e humanitários da COVID-19.

A decretação da pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em virtude do espalhamento do vírus em praticamente todos os países, obrigou os governantes a tomarem medidas preventivas importantes, e a principal delas foi o distanciamento social.

O perfil do coronavírus no Brasil foi marcado por mortes e infecções em praticamente todos os estados, mas existem medidas eficientes para conter esse avanço. Fique por aqui e saiba mais!

Quais são as medidas adotadas para enfrentamento do coronavírus?

Apesar de diversas pesquisas em andamento, ainda não se encontrou uma estratégia medicamentosa eficaz sobre o coronavírus, tampouco formas para fortalecer o sistema imunológico do indivíduo e impedir a disseminação da doença dentro do corpo.

No entanto, devido ao grande potencial de transmissibilidade e da capacidade do vírus em resistir às superfícies de contato, comportamento previsto para esse parasita intracelular obrigatório, é possível adotar algumas medidas eficientes. Acompanhe conosco.

Suspensão de aulas

A suspensão das aulas em todos os níveis escolares é uma estratégia para evitar aglomerações que facilitam o contágio nesses ambientes de grande interação entre os alunos enquanto permanecem nas instituições.

Todavia, mesmo não sendo a faixa etária mais acometida pela doença, é provável que um aluno assintomático consiga transmitir partículas do vírus a jovens estudantes imunodeficientes ou àqueles com problemas respiratórios.

Também é possível que a propagação chegue até a residência dos alunos, devido à capacidade do vírus em se manter fixado nas roupas e calçados, ocasionando contaminação dos moradores, principalmente os idosos, aumentando assim a curva de estágio.

Cancelamento de grandes eventos

Os grandes eventos reúnem pessoas com biotipos diferentes, condições fisiológicas e imunológicas distintas e muitas vezes em um recinto pouco ventilado ou com capacidade para permanecerem pessoas bem próximas umas das outras.

Outro fator considerável nessas situações é o fato de muitos indivíduos estarem com a doença COVID- 19 e não manifestarem sintomas, mas serem potenciais propagadores sem consciência disso.

O resultado é a disseminação em massa de indivíduos que, sem equipamentos de proteção, se contaminarão nos grandes eventos e influenciarão todos ao seu redor, aumentando exponencialmente a capacidade de contágio.

Proibição de serviços não essenciais

Os governantes estão muito preocupados com a economia diante do fechamento do comércio não essencial, ou seja, aquele que não está relacionado ao atendimento das necessidades básicas de alimentação e uso de medicamentos.

Porém, conforme relatado por especialistas no assunto, o distanciamento social se faz necessário para evitar uma contaminação massiva que possa colapsar o sistema de saúde brasileiro. Sendo assim, a proibição de serviços não essenciais para a sobrevivência da população deve ser feita até que haja uma recomendação contrária provenientes dos órgãos federais em saúde.

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Todavia, para evitar o desemprego e a redução drástica das produções de bens e serviços, cada governante poderá adotar medidas restritivas mais duras ou fazer o relaxamento conforme a taxa de infecção local.

Contratação de mais profissionais de saúde

Devido à presença de coronavírus no Brasil, observou-se uma grande demanda por profissionais de saúde tanto para atuar na linha de frente quanto para dar suporte de insumos e nas questões psicológicas.

Por isso, o governo brasileiro lançou diversos editais para contratação de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, técnicos em Enfermagem, entre outros profissionais da área da saúde, mediante capacitação prévia sobre o comportamento da coronavírus o Brasil.

Esses profissionais serão responsáveis por atuar nos cuidados clínicos, no manejo dos respiradores e no estabelecimento de condutas terapêuticas conforme os recursos disponíveis, entre outras demandas.

Estudos sobre medicamentos que podem ser úteis

Um dos maiores gargalos na Medicina são as pesquisas sobre medicamentos antivirais, pois esses parasitas estão em constante modificação da estrutura do seu material genético, tornando-se resistentes às terapias disponíveis.

No entanto, devido à repercussão dessa pandemia, pesquisadores e virologistas em diversos países estão testando as drogas existentes que possam ter efeito no combate ao coronavírus ou reduzir as complicações respiratórias.

Contudo, até o momento ainda não se evidenciou nenhuma estratégia terapêutica que tenha sido feita com controle metodológico rígido e com um número significativo de pacientes que possam dar esperanças de cura ou controle da COVID-19.

Incentivo de medidas básicas de higiene

As medidas básicas de higiene e antissepsia nunca foram tão reforçadas por conta da disseminação do coronavírus no Brasil e devem ser intensificadas durante todo o dia. A lavagem das mãos, de preferência com sabonete líquido antisséptico, deve ser realizada após qualquer procedimento que seja potencialmente uma fonte de contaminação. Exemplo disso é quando o indivíduo chegar em casa após compras essenciais, manipular alimentos ou finalizar as necessidades fisiológicas no banheiro.

Também se recomenda a fricção com álcool gel após a lavagem das mãos, ou na falta dele utilizar a versão líquida desse antisséptico. Retirar os sacos plásticos vindos do ambiente externo imediatamente das superfícies de uso doméstico e pulverizar álcool nas embalagens dos alimentos antes de abri-los para consumo.

Qual é a importância dessas medidas para achatar a curva de estágio?

Conforme estudado pelos epidemiologistas, qualquer infecção terá período de grande ascensão e posteriormente o número de infectados será proporcionalmente similar à quantidade de pacientes curados.

Isso significa que, se as medidas preventivas forem inseridas efetivamente, é mais certo que a curva se achate mais rápido, pois não terá um número significativo de novos infectados, gerando um patamar de igualdade.

O cálculo epidemiológico é complexo, sendo atualizado constantemente conforme a porcentagem de distanciamento social medida por geolocalização dos indivíduos e pela efetividade das ações preventivas, proporcionando menos infectados.

A infecção por coronavírus no Brasil é uma situação de grande impacto clínico, social, econômico e psicológico na população. Por isso, é fundamental adotar medidas restritivas de interação social, intensificar as medidas de higiene pessoal e acompanhar as recomendações dos governantes locais. E para os profissionais de saúde é uma excelente oportunidade para desenvolver novos conhecimentos, habilidades, maturidade profissional e experiência na assistência

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