Dicas sobre carreira

Transformação das competências profissionais na Indústria 4.0

novembro 12, 2019
Tempo de leitura 6 min

Desenvolver competências profissionais para se adequar aos propósitos da Indústria 4.0 será fundamental para destacar aqueles indivíduos eficientes e qualificados nas atividades desempenhadas e evitar erros no início da carreira.

Para tanto, é essencial entender o conceito da Indústria 4.0, analisar as nuances e levantar informações sobre aquelas habilidades requeridas para desbravar esse nicho.

Quer saber mais sobre as transformações das competências profissionais na Indústria 4.0? Então, não perca as informações que daremos neste post!

Afinal, o que é a Indústria 4.0?

A Indústria 4.0 contempla pelo menos nove tecnologias que vão desde a manufatura aditiva, integração vertical e horizontal dos sistemas, até à segurança cibernética, propósitos da Realidade Aumentada, Internet das Coisas (IoT) e Big Data.

Trata-se, portanto, de um compilado de ferramentas com os objetivos de aumentar a produtividade, melhorar a eficiência e ressignificar os processos industriais e corporativos existentes.

Todavia, algumas estratégias já são utilizadas no contexto da saúde tais como a implantação dos robôs automatizados, o armazenamento de dados na nuvem, a aplicação da telemedicina e as intervenções terapêuticas utilizando realidade virtual.

Sabe-se, também, que todas as possibilidade devem ser pautadas no sigilo e na segurança das informações clínicas, medicamentosas e imageológicas registradas e enviadas em tempo real para outros profissionais distantes geograficamente, quando necessário.

Quais são as competências profissionais na Indústria 4.0?

Considerando a complexidade das tecnologias contempladas é de se esperar que o profissional esteja preparado para entender as principais nuances entendendo que esse processo influenciará os novos cuidados.

Para tanto, além da formação acadêmica, dos estágios extracurriculares e do trabalho voluntariado é fundamental desenvolver outras habilidades para se destacar frente as novas demandas.

Nessa situação, é interessante acompanhar as tendências do mercado corporativo e como elas podem influenciar nas instituições de saúde e quais metas clínicas, humanísticas e econômicas devem ser traçadas a partir das experiências do paciente.

Por isso, veja no post de hoje as competências que devem ser trabalhadas para ser um excelente profissional de saúde!

Perfil multidisciplinar

A implantação de um perfil multidisciplinar na abordagem ao paciente talvez seja um dos exemplos mais exitosos de relação entre profissões, intervenções coletivas e estabelecimento de objetivos terapêuticos.

Isso porque a relação entre médico, enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, entre outros deve ser pautada no respeito mútuo e na contribuição de cada profissional para o bem estar e qualidade de vida do paciente.

Experiências nesse sentido são observadas quando a passagem de plantão é feita de forma multidisciplinar nos grandes hospitais, quando ocorre o encaminhamento do paciente para os cuidados de outros profissionais, entre outras situações.

Trabalho em equipe

Competências profissionais

A assistência à saúde deve ser analisada de forma interdisciplinar em prol da minimização das intervenções invasivas, aquelas com custo elevado ou que apresentam poucas vantagens terapêuticas em relação as já tradicionais.

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Para tanto, uma das formas de prevenir essa consequência é fazendo um trabalho de equipe em que os profissionais clínicos e administrativos se unem para avaliar todo o fluxo de intervenções terapêuticas e financeiras.

Nesse sentido, é de responsabilidade dos técnicos em saúde fazer um diagnóstico completo propondo condutas efetivas para o paciente enquanto a equipe administrativa se encarrega de providenciar os tramites burocráticos para executar um procedimento ou solicitar autorização da operadora de plano de saúde.

Dessa forma, para que o trabalho em equipe seja eficiente é importante que os profissionais entendam que suas atividades podem impactar a sequencia de um procedimento e que todos devem ser respeitar e valorizar o trabalho do outro em prol da continuidade da operação.

Iniciativa

A arte de tomar uma atitude quando é possível ou se tem domínio da situação é uma das características mais observadas tanto no ambiente corporativo quanto nas instituições de saúde.

Esse comportamento aumenta a confiança no trabalhador, principalmente quando ele precisa lidar com tecnologias mais apuradas, tiver que lidar com cuidados mais extremos no paciente ou poderá prevenir problemas em curto, médio ou longo prazo.

No entanto, ter iniciativa para resolver ou antever problemas deve ser um atribuição contemplada no rol de atribuições do profissional de saúde, caso contrário ele ficará sobrecarregado em rotinas que não são de sua alçada.

Criatividade

Na realidade da ascensão da Indústria 4.0 é importante desenvolver também a criatividade para desenvolver atividades diferenciadas nos pacientes, principalmente relacionadas às carências clínicas e emocionais.

Para tanto, cabe ao profissional de saúde demonstrar sensibilidade e esperteza para criar situações que possam beneficiar os pacientes, com atendimento diferenciado para crianças, idosos, satisfazer alguns desejos, entre outras possibilidades.

Nesse sentido, a criatividade é uma virtude almejada nas instituições de saúde, pois ajuda a amenizar a dor e sofrimento tanto dos pacientes quanto familiares diante da complexidade da condição clínica.

Negociação

A capacidade de negociação é outro atributo que deve ser exercido diariamente nos ambientes clínicos. Nesse contexto, a equipe assistencial pode sugerir mudanças nas condutas terapêuticas após uma negociação com o paciente.

Exemplo disso é quando de negocia a troca de medicamentos endovenosos por soluções orais, a realização de exames diagnósticos para verificar a necessidade de uma cirurgia ou a sugestão de troca periódica de curativos para evitar complicações das feridas.

Ressalta-se apenas que o poder de negociação deve ser sempre pautado no diálogo, respeitando as decisões do paciente, apenas impor determinadas intervenções médicas quando existir o risco iminente de morte, preservando sempre o principio ético no cumprimento das atividades técnicas.

Inteligência emocional

A inteligência emocional é a capacidade de interagir com os demais pacientes, analisando a melhor abordagem para facilitar a adesão e consequentemente a melhora da condição clínica a ser tratada.

Por isso, desenvolver a inteligência emocional requer perspicácia, atenção aos sentimentos dos pacientes, observação quanto à aceitabilidade da intervenção feita, levantamento da personalidade do indivíduo por meio de conversa com parentes e familiares, entre outras questões.

Além disso, é possível que com o fortalecimento da relação terapêutica, os profissionais obtenham mais recursos da instituição para aperfeiçoar a abertura do paciente a nova oportunidade de terapia.

As competências profissionais exigidas para o indivíduo que atua na Indústria 4.0 podem ser desenvolvidas também no contexto dos cuidados em saúde. Por isso é essencial que o futuro profissional esteja atento às novas demandas, desenvolva habilidades para atuar com recursos tecnológicos modernos sem perder o foco na atenção ao paciente.

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